Nexialista: pensamento amplo e integrador

Conhece o termo nexialista e seu significado? Bom, para contextualizá-lo, uma pergunta: quando você se depara com um problema, como é a sua abordagem para encontrar uma solução?

Parte da especificidade para um contexto amplo ou parte do contexto amplo, integrando processos até chegar na especificidade?

Se você se identifica com a segunda opção, talvez tenha o perfil e o pensamento de um nexialista.

O termo deriva justamente de “nexo”, da busca por encontrá-lo entre as informações que brotam diante de nós diariamente no ambiente de trabalho e até mesmo em nossa vida pessoal.

O Nexialista

O nexialista nem sempre tem as respostas para tudo, mas vai descobrindo como e onde encontrá-las ao conectar conhecimentos aparentemente não relacionados e formar nexo entre as informações.

Meu perfil é justamente esse e, sinceramente, ninguém nasce um nexialista e age como tal desde o princípio de sua carreira. Na verdade, ao longo de nossos anos de experiência profissional, encontramos meios e lições indicando que pensar em um sentido amplo e simplificar problemas são as melhores soluções.

Assim, evitamos um pensamento linear e condicionado que siga respostas padrão ou diagnósticos generalistas que inviabilizam a visão do todo.

Espero poder compartilhar com vocês um pouco do que aprendi e aplico em meu dia a dia, difundindo esse conceito e seus pressupostos práticos. Vem comigo?

Nexialista: integrador processual

A procura por nexo empregada pelo nexialista pode ser traduzida em outro termo: esse tipo de profissional é um integrador processual. E o conceito de nexialismo surgiu da literatura de ficção científica, no romance The Voyage of the Space Beagle (1950) (https://en.wikipedia.org/wiki/The_Voyage_of_the_Space_Beagle), do escritor canadense-americano A. E. Van Vogt (https://factordaily.com/new-worlds-weekly-van-vogt-nexialism/).

Obra  The Voyage of the Space Beagle (1950). Foi inspirada em Star Trek, que tem tudo a ver com o pensamento Nexialista de integrador processual.

Essa obra foi a inspiradora da série Star Trek e conta a estória de um único nexialista no meio de uma missão especial cheia de especialistas. Adivinha quem saía como herói na maior parte das dificuldades pelas quais a tripulação passava?

Até pouco tempo atrás, o nexialismo (https://www.researchgate.net/publication/256477618_Towards_a_science_of_Nexialism) não era considerado um perfil, um método ou uma ciência de fato.

Vivíamos a era dos especialistas. Mas agora, ele é um novo padrão profissional, traduzido em um líder com a capacidade de estabelecer um modelo diferente de pensamento, a partir de uma visão sistêmica e sinérgica que cria ideias integradoras e de múltiplas abordagens.

No dia a dia profissional, pontos extremos e adversos podem ser dificultosos para os especialistas, pois estes, focados em apenas uma ou poucas formas de ação, muitas vezes se veem perdidos no caos, no excesso de informações, problemas e oportunidades.

No entanto, como o herói da tripulação, temos a atuação do nexialista que, pode não ser um técnico ou conhecer profundamente determinados assuntos, mas sabe o suficiente sobre muitos deles para encontrar soluções factíveis.

Nexialista: o herói da era da descontinuidade

Se o nexialista é o herói de uma tripulação interespacial de especialistas na ficção, ele também pode sê-lo na realidade.

E qual a nossa realidade atual no contexto dos negócios? Podemos dizer que é aquilo que Peter Drucker chamou, em 1969, de “a era da descontinuidade”, em que “o imprevisível é o pão de cada dia, para os homens, para as organizações e para a humanidade como sistema”.

Por isso, cada vez mais precisamos de profissionais que saibam lidar com a complexidade e a diversidade das forças atuantes, administrando um aspecto constante: a mudança.

“O imprevisível é o pão de cada dia, para os homens, para as organizações e para a humanidade como sistema”

Peter Drucker

Dessa maneira, a atualidade demanda revisões constantes de planos e estratégias que devem evoluir à medida que a mudança se apresenta. A meu ver, nem as estruturas formais e hierárquicas com atribuições fixas resistirão às transformações que os próximos anos resguardam para o mercado.

Assim, as empresas dependem de sua própria capacidade de leitura e interpretação dos fatos externos para responder e lidar com as ameaças inerentes à mudança.

Por isso, novos e seguidos diagnósticos em busca da essência fundamental da administração contemporânea são necessários. Estes devem partir de um sistema de forças relacionadas entre si, exigindo uma abordagem contingencial e uma visão sistêmica efetiva.

Nexialista: o líder da mudança

Portanto, o líder nexialista possui necessidades impulsionadas pelo desejo da mudança, o que se encaixa perfeitamente na era da descontinuidade. Ele também busca por soluções atípicas, capazes de adequar interesses comuns entre pessoas, instituições e empresas.

Dessa maneira, é capaz de criar alternativas eficazes, substitutas de atitudes arraigadas e antigos paradigmas, que proporcionam interação e troca de conhecimentos entre as pessoas.

Pensar simples, tem a ver  o com modo de agir do Nexialista. Que busca simplificar o modo de solucionar os problemas.

Esse raciocínio, essa abordagem, que muito tem a ver com o conceito do pensar simples (http://teste.dennymews.com/blog/a-solucao-e-pensar-simples/), pode fazer com que mais profissionais passem a enxergar o todo, de modo a contemplar a diversidade de competências e de abordagens dentro de uma coletividade.

E é justamente esse o maior compromisso do nexialista: uma liderança agregadora que inspira pessoas e processos de mudança.

Em resumo, esse perfil de profissional imprime um padrão de comportamento em que a comunicação e a integração de informações constituem a principal estratégia de ação.

Então, por meio dessa visão integradora, surgem insights que possibilitam organizar as informações, agregando várias disciplinas que compõem o conhecimento humano dentro de sua pluralidade.

“Chegamos ao fim desta era, do período em que a ideia do progresso submeteu os demais conceitos analíticos em todas as áreas do conhecimento humano, nos aproximamos de um estágio da história em que devemos começar a pensar sobre o próprio pensamento. No fim de uma era, devemos nos engajar num repensar radical”

John Lukacs

Além disso, o nexialista sabe questionar. Formula perguntas poderosas para estimular outras pessoas a buscar informações, a realizar análises e a desafiar respostas prontas e específicas.

Assim, trabalhando em grupo, encontra meios colaborativos para atingir metas e desenvolver outros talentos.

Finalizando, o conceito de nexialista engloba:

Simplicidade (http://teste.dennymews.com/blog/a-solucao-e-pensar-simples/), profundidade, conexão entre pessoas e resultados, muita curiosidade e diversas competências paralelas.

E você? Se considera um nexialista?

Vamos trocar experiências, compartilhe comigo um pouco do que você pensa sobre esse tipo de profissional e sua abordagem de trabalho.

Denny Mews, CEO & Founder of CargOn.